Opa! Nos encontramos de novo né meu querido blog! A cada semestre uma postagem, eu sempre resumindo meses de vivência em algumas linhas escritas hehe...
Reapresentações a parte, só posso dizer uma coisa: Ta uma CORRERIA!
Esse semestre foi meu VERDADEIRO contato inicial com meu Trabalho de Conclusão do Curso, escrevendo meu projeto de pesquisa. Resolvi abordar a temática da Redução de Danos (RD), pois defendo a tese da RD como tecnologia da Promoção da Saúde, dando solidez à Promoção, pois muitos colegas se queixam e fazem o seguinte questionamento: Como podemos ver e fazer a Promoção em Saúde?
Muitos confundem com práticas de prevenção em saúde, mas lendo o texto da Dina Czeresnia "O CONCEITO DE SAÚDE E A DIFERENÇA ENTRE PREVENÇÃO E PROMOÇÃO", pode esclarecer essa dicotomia de conceitos (fica a dica).
Outra justificativa seria em como a RD, pode proporcionar uma outra alternativa para o usuário de drogas - que é extremamente criminalizado pelo uso - do que apenas a abstinência, comunidades terapêuticas, internação compulsória e clínicas particulares entre outras concepções higienistas de exclusão e modeladora de uma sociedade puramente conservadora, que não aceita o fato de que MAIORIA (se não dizer todas) pessoas usam drogas e que as drogas fazem parte da nossa sociedade.
Promover uma gestão do cuidado e uma escuta ampliada e acolhedora são premissas da Redução de Danos, que leva em sua concepção uma frase muito interessante, que ouvi em uma seminário macroregional sobre RD da Secretaria Estadual de Saúde (SES) promovido através do Departamento de Ações em Saúde (DAS), "A redução de danos o que é? A redução é pensar no que tu quer!"
Mudando um pouco de assunto, falar um pouco do meu estágio curricular é uma boa!
Coloquei em prática um conceito muito abordado que é o da Educação Permanente em Saúde. O estágio foi realizado na Escola GHC do Grupo Hospitalar Conceição. Fiz minha apresentação de estágio dia 01/07, fiquei um pouco nervoso em falar em público, mas no fim foi tranquilo!!! Falei sobre minha participação no programa "Caminhos do Cuidado" do Governo Federal - MS em parceria com a Rede Governo Colaborativo em Saúde e GHC. E também sobre um projeto da Escola GHC do Laboratório Central de Análises, na tentativa de promover informação e ambiente humanizado no Posto de Colheita do hospital.
No mais, é isso! Até a próxima!
Dirigindo o carro, me deparo com uma Ipiranga lotada. Lotada de almas balbuciando palavras de justiça e exalando o mais doce cheiro de vinagre. Logo fui conversar com um taxista que estava a minha frente. O que ouço? "TEM QUE DESCER O CACETE NESSE BANDO DE FILHA DA PUTA". Será mesmo, meu senhor? Logo tu, de tanta idade e que tanto viveu? Me digas que não vais encher os olhos de água por poder reviver algo que já passou pela sua história? De poder recapitular todo um sentimento? Então, estaciono o carro e me junto, por alguns minutos, aos gritos e ao doce cheiro do vinagre com uma sensação única de estar figurando dentro de um filme em que o protagonista é povo brasileiro.
Só não vamos esquecer: Nossas armas são as flores, os amores e as palavras. Não coquetéis molotv. Não somos iguais a eles. Não é mesmo?
Texto redigido dia 18 de junho de 2013
