domingo, 13 de julho de 2014

Volviendo

Opa! Nos encontramos de novo né meu querido blog! A cada semestre uma postagem, eu sempre resumindo meses de vivência em algumas linhas escritas hehe...

Reapresentações a parte, só posso dizer uma coisa: Ta uma CORRERIA!
Esse semestre foi meu VERDADEIRO contato inicial com meu Trabalho de Conclusão do Curso, escrevendo meu projeto de pesquisa. Resolvi abordar a temática da Redução de Danos (RD), pois defendo a tese da RD como tecnologia da Promoção da Saúde, dando solidez à Promoção, pois muitos colegas se queixam e fazem o seguinte questionamento: Como podemos ver e fazer a Promoção em Saúde?
Muitos confundem com práticas de prevenção em saúde, mas lendo o texto da Dina Czeresnia "O CONCEITO DE SAÚDE E A DIFERENÇA ENTRE PREVENÇÃO E PROMOÇÃO", pode esclarecer essa dicotomia de conceitos (fica a dica).
Outra justificativa seria em como a RD, pode proporcionar uma outra alternativa para o usuário de drogas - que é extremamente criminalizado pelo uso - do que apenas a abstinência, comunidades terapêuticas, internação compulsória e clínicas particulares entre outras concepções higienistas de exclusão e modeladora de uma sociedade puramente conservadora, que não aceita o fato de que MAIORIA (se não dizer todas) pessoas usam drogas e que as drogas fazem parte da nossa sociedade.
Promover uma gestão do cuidado e uma escuta ampliada e acolhedora são premissas da Redução de Danos, que leva em sua concepção uma frase muito interessante, que ouvi em uma seminário macroregional sobre RD da Secretaria Estadual de Saúde (SES) promovido através do Departamento de Ações em Saúde (DAS), "A redução de danos o que é? A redução é pensar no que tu quer!"

Mudando um pouco de assunto, falar um pouco do meu estágio curricular é uma boa!
Coloquei em prática um conceito muito abordado que é o da Educação Permanente em Saúde. O estágio foi realizado na Escola GHC do Grupo Hospitalar Conceição. Fiz minha apresentação de estágio dia 01/07, fiquei um pouco nervoso em falar em público, mas no fim foi tranquilo!!! Falei sobre minha participação no programa "Caminhos do Cuidado" do Governo Federal - MS em parceria com a Rede Governo Colaborativo em Saúde e GHC. E também sobre um projeto da Escola GHC do Laboratório Central de Análises, na tentativa de promover informação e ambiente humanizado no Posto de Colheita do hospital.

No mais, é isso! Até a próxima!

 

domingo, 21 de julho de 2013

Depois de algum tempo...

Bom, depois de algum tempo volto a escrever no meu esquecido portfólio. Boa parte por pressão acadêmica, mas a vontade de escrever sempre residiu em minhas faculdades mentais. Não é a toa que eu adoro escrever letras de músicas na aba do meu caderno que ganhei no estágio extracurricular na Secretaria Estadual de Saúde. Já tocando no assunto, posso dedicar este post a minha experiência que já completa pouco mais de dois meses de vivência neste importante órgão para a saúde pública. Começo dizendo uma coisa: To levando um pau. É verdade. Quando trabalhava na empresa de informatização do SUS, eu estava acostumado a procedimentos mais burocráticos. "Cuida o que tu falas", "Tem que seguir o fluxo", "Pop's e protocolos". Apesar da incrível experiência de trabalhar com atores da Atenção Básica do município de Porto Alegre, sentia o processo normativo e um tanto burocrático. Hoje, na SES, trabalho como estagiário dentro do Planejamento. Ou seja, nós pensamos. Sim, planejamos ações, pensamos sempre de acordo com os princípios do SUS, ações e políticas que irão impactar na âmbito da saúde pública no RS. Meu chefe é uma pessoa maravilhosa, psicólogo e mestre em SAÚDE COLETIVA, está em andamento com o doutorado que leva a tese sobre os coletivos na saúde. Quero mais o que? Parte deste cenário é completado por meus colegas, que dão segmento ao fomento da qualidade do meu aprendizado e da minha colega estagiária do curso de Políticas Públicas da UFRGS (curso muito interessante por sinal!). Hoje sinto mais liberdade para perguntar, arriscar alguns palpites, trazer o universo da saúde coletiva para dentro do panejamento e levar as experiências da ASSTEPLAN para a sala de aula.

Por enquanto, estou bem a vontade por lá. Sinto algumas dificuldades, é verdade. Preciso estudar e me aprofundar em alguns conceitos e políticas. Tô começando...  

Valeu!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Movimento na Rua

      Dirigindo o carro, me deparo com uma Ipiranga lotada. Lotada de almas balbuciando palavras de justiça e exalando o mais doce cheiro de vinagre. Logo fui conversar com um taxista que estava a minha frente. O que ouço? "TEM QUE DESCER O CACETE NESSE BANDO DE FILHA DA PUTA". Será mesmo, meu senhor? Logo tu, de tanta idade e que tanto viveu? Me digas que não vais encher os olhos de água por poder reviver algo que já passou pela sua história? De poder recapitular todo um sentimento? Então, estaciono o carro e me junto, por alguns minutos, aos gritos e ao doce cheiro do vinagre com uma sensação única de estar figurando dentro de um filme em que o protagonista é povo brasileiro.


     Só não vamos esquecer: Nossas armas são as flores, os amores e as palavras. Não coquetéis molotv. Não somos iguais a eles. Não é mesmo?

Texto redigido dia 18 de junho de 2013

domingo, 17 de julho de 2011

Reflexão sobre o texto de Paulo Freire, Saberes Necessários à Prática Educativa (Pedagogia da Autonomia) Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível.

            Toda mudança é possível. Basta entregar-se a ela.
Hoje em dia, com todo este aparato tecnológico que nos rodeia, criamos a tendência de relaxarmos em relação a diversas coisas, como aprender e ensinar. Para prestar atenção em um livro hoje em dia, requer muito mais esforço do que parar para ver televisão. Por isso, os profissionais de ensino lutam para manter viva a chama do ensino.
A arte de ensinar requer dedicação, esforço e o desejo de aprender para manter um ciclo de ensinamentos e também a vontade de ser um mestre/professor. Pois sabendo disso, há um princípio de troca equivalente entre o ensinar e o aprender lembrando às pessoas a importância de uma colocação de sua existência no mundo.
E não é diferente no campo da saúde. Precisamos de profissionais com o afinco de provocar mudanças e manter vivo o desejo de um bem-estar melhor.
Deve-se propor mudanças e valorizar o estudo, lembrando sempre “para quem” ou “para o que” estamos lutando.
  • Auto avaliação:

Meu semestre...

Analisando os seis meses que se passaram, foi proposto aos alunos que fizessem uma análise do semestre.. Como me portei em relação ao semestre e o que eu pude levar de melhor deste período acadêmico que só tende a continuar.
Olhando por um modo geral posso dizer que pude aproveitar todas as cadeiras, é claro que me identifiquei mais em algumas do que outras. É o caso de políticas públicas e sistemas de saúde, que apesar das densas leituras, apresenta um conteúdo bastante interessante.
Na cadeira de Sociedade e Humanidades, apesar de apresentar muitos módulos (algo que até complicou um pouco) serviu com uma bela base para o que virá a seguir.
Porém dificuldades existiram nessa pequena trajetória. O semestre apresentou uma grande densidade de trabalhos para ser entregues ou apresentados, principalmente na EAD do curso. Confesso que por ter saído direto do ensino médio para a faculdade acabei não levando a sério muitas datas e alguns trabalhos a serem feitos, como fichas de leituras e algumas resenhas.
Eventos como a semana acadêmica e diversas palestras também contribuiram para eu me "achar" dentro deste semestre.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Alteridade

Um dos assuntos mais abordados em nossa cadeira de Sociedade e Humanidades I, mais precisamente no módulo de antropologia da saúde.
Você sabe o que é alteridade? Não?
Resumidamente, é ser capaz de apreender o outro na plenitude da sua dignidade, dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença. Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem. Isso supõe a via mais curta da comunicação humana, que é o diálogo e a capacidade de entender o outro a partir da sua experiência de vida e da sua interioridade. A prática da alteridade se conecta aos relacionamentos tanto entre indivíduos como entre grupos culturais, religiosos, científicos ou étnicos (BETTO, 2008).
Alteridade é se permitir olhar pelos olhos de outra cultura, outro gosto ou estilo de vida, é compreender o que o outro sente sem aplicar um pré-conceito sobre o mesmo. As características da antropologia abordam no universo do homem, a análise de seus costumes, crenças, leis, relacionamentos e cultura, moldando e traçando o estilo de vida deste e capacitando a compreensão do seu modelo de vivência.
Esse com certeza foi um dos assuntos que mais marcou no semestre rendendo um fórum repleto de postagens interessantes no "moodle ufrgs" de nossa disciplina.
E para os que gostem de música, tentei juntar este assunto com uma das faixas da banda Tihuana... Bom som para vocês...